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Putice.

Já arderam centenas de milhar de héctares. Causas naturais? Dificilmente arderia tal porção florestal por causas naturais. Mas isto não é novo. É, aliás, óbvio. Então porque ardem tantos héctares de floresta? A meu ver, se bem que impressionisticamente , isto deve-se ( mais uma vez ) aos rendimentos económicos que esta situação proporciona. 1 Desde logo, no orçamento de Estado: uma soma gradualmente mais avultada tem vindo a ser reservada ao combate aos fogos florestais e a futuros apoios às vítimas. Em relação a estes dinheiros, a verdade é que nunca sabemos o que é feito deles: primeiro, porque a aplicação do capital público é tudo menos transparente; segundo, às vítimas são prometidos apoios, mas isso raramente se concretiza; terceiro, porque não se nota que a capacidade de combate ao fogo aumente, visto que ano após ano testemunhamos a impotência dos bombeiros e as suas evidentes carências de equipamento. Esta situação, só por si má, vai sendo remediada de duas maneiras: contrataçã...

Antero Power

Porque o título introduz o texto e porque este fala por si, refiro apenas que esta é uma transcrição do texto IV de Antero de Quental - Prosas Sócio-políticas/publicadas e apresentadas por Joel Serrão/Colecção Pensamento Português/Imprensa Nacional - Casa da Moeda/Abril de 1982. Hope you enjoy and learn something with it. " O que toda a gente vê ou a política numa lição Um dia um certo número de indivíduos reúnem-se na praça pública: Concorre a gente. E começam a gritar: A gente apinha-se. Uma terça-parte garotos e vadios, Outra, mulheres, O resto, gente que vem ver - para rir - julgando que serão bêbados. Ora um destes indivíduos sobe aos ombros dos outros e diz: - O Povo geme! - A multidão agita-se. - A Liberdade é um direito santo!! - A multidão freme. - O Povo quer ser livre!!! - A multidão urra. - Derrubemos os tiranos!!!! - A multidão rui. Ora, outros indivíduos estão reunidos numa grande casa e dizem: - O povo geme - Logo, aumentem-se 5 por cento. - A liberdade é um direito...

Bush vs Zarqawi ?

" Escrevo sem hesitação: as bombas sobre Nagasáqui e Hiroxima foram o mais brutal acto de terrorismo da história contemporânea " - Miguel Portas, no DN de 6/08/2005. À volta desta frase, pouco mais ou menos, João Miguel Tavares, do DN, escreveu duas meias colunas intituladas "Miguel Portas e Hiroxima I e II" ( DN de 12/8/2005, pp. 5 ). Podemos ler, nessas magnifícas peças de jornalismo critíco, que não faz sentido algum saber se Bush é maior ou menor terrorista que Zarqawi, ridicularizando inclusivamente a dita questão - tantas vezes, pelos vistos, debatida nas "tertúlias" do BE - com um "mas é tão giro..." [falar sobre isso]. Ora bem, até certo ponto, o senhor Tavares até escreve com nexo, nomeadamente quando diz que o conceito de "terrorismo de Estado" pode ser algo de inútil, já que aos ditos actos habitualmente se aplicam outros termos, como massacre ou "genocídio", nas palavras do referido senhor. Muito bem. Quer-se com i...

Demo-cracia

Impressionante como as mais poderosas democracias do Mundo são descaradamente tiranas, sujas, manipuladoras, mentirosas, incoerentes; enfim, anti-democráticas - no entanto, pregam e impõem esta organização, mesmo a quem não está receptivo. Já não chegava a merda chocante que os EUA têm feito nestes últimos 4 anos - atenção: "merda" segundo os novos padrões e contornos que se têm generalizado e banalizado desde o 11/9, porque já desde há muito que eles não são melhores que aqueles que acusam e atacam; agora também a Inglaterra joga a dinheiro com a vida das pessoas! A sua polícia, a consagrada Scotland Yard , matou um imigrante brasileiro com 7 tiros na cabeça e um no peito (!) por nada - ou melhor, por causa deste paradoxal Terrorismo internacional , que, a meu ver, tem tanto de aterrorizante como de falso. Mas se isto já era mau, pior ficou hoje [24/8/2005], quando anunciaram que, "por razões extraordinárias", todas (!) as cinco câmeras de vigilância da fatídi...

As barbas negras do Pai Natal

Boa, esta altura de Natal, para nos reunirmos com os nossos entes queridos e para fazermos uma pequena e simbólica troca de prendas em nome dos nossos afectos . E a passagem de ano?, que melhor altura para olharmos para o ano que fica para trás e para pensarmos em tudo o que fizemos, no que devemos melhorar, no que devemos manter; mas também para nos prepararmos para o novo ano que está aí para chegar( Não que mude alguma coisa de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro... ). E é para isto que estes dois acontecimentos servem? Nem por sombras. E, supostamente, é para isso que servem? Parece-me bem que sim. Infelizmente , nada disso se passa ou, pelo menos, só em situações excepcionais. E porquê? Andamos assim tão com as prioridades trocadas ? Somos assim tão manipulados pelos principios consumistas ? Será que somos assim tão fracos de espiríto que não conseguimos cagar para o status quo ?... O que acontece é que o Natal é uma época "feita para os comerciantes"(como me diz...

Na Lua não há vento

Há quem diga que sou anti-americano, há quem diga que tenho a mania da Teoria da Conspiração , há quem diga que critico tudo e mais alguma coisa só porque sim e porque sou " do contra "; enfim, um monte de coisas. Mas lá está, nem estão longe da verdade. O problema é o tom depreciativo que é usado... como se questionar os dogmas dos dias de hoje ( repetem-se mentiras até que se transformem em verdade, boa parte das vezes ) fosse coisa de maluco - "´Tás todo queimado !". Ontem foi transmitido no canal Odisseia um documentário que analisava uma questão muito interessante, levantada por um grupo de pessoas que eu, confesso, não sei nomear: " Será que o Homem foi mesmo à Lua? ". À partida, é pergunta de deixar qualquer um perplexo. Numa segunda reacção, o mais provável é que o interrogado se ria do "ridículo" da questão e abane a cabeça em sinal de desaprovação (e, consequentemente, cague e fale doutra coisa). Mas será que é uma dúvida assim tão d...

Negativismos I

... tudo poderia ser tão simples, mas na volta, que complicação! E não é só a confusão da coisa , é a onda ciclíca a que parece que se desenvolve. Olhando para trás, vejo os mesmos acontecimentos através de diferentes caras e vozes. Tudo muito similar, que já começa a ser previsível. Não digo que seja um vírus, mas aloja-se em nós pequenino, depois vai alastrando e ficando maior, até que nos começa a consumir desde o interior ( reflectindo-se no exterior ) e temos que tomar uma só decisão: temos que extrair tudo! - ou não nos curamos ( curar, nunca nos curamos - nem na medicina se tem por objectivo a cura, quanto mais nisto! ). E é sempre assim! Talvez seja só comigo... Mas não, não me parece que seja meu, especialmente se der uma vista de olhos à minha volta. Fazendo isso, vejo quase o que se vai passando comigo, apenas com ligeiras diferenças, principalmente a nível das reacções ( ainda assim, as diferentes reacções pouco alteram no itinerário trágico da coisa ; apenas fazem que se...