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Das opiniões

A opinião de alguém depende sempre da sua posição. Ou melhor: a validade ou a qualidade da opinião de alguém depende sempre, para quem a ouve , da sua posição social, profissional e (ou) material . Isto é especialmente verdade se essa opinião for contrária – contrária a quem a ouve, mas sobretudo contrária àquela que é a opinião predominante ou, pelo menos, a mais comum. Se a posição social, profissional e (ou) material do opinador contra-corrente for desvalorizável, então essa opinião não passará de uma tontice – uma tontice que não merece, sequer, contraditório. Isto é dizer que, se um sujeito mal-nascido, com uma profissão não-especializada e (ou) proprietário de um carro velho, omite uma opinião incomum ou desconfortável sobre o actual estado da democracia parlamentar, da evolução do programa espacial europeu ou da gestão das florestas na Península, quem a ouve o mais que fará é esboçar um sorriso de condescendência, abanar ao de leve, negativamente, a cabeça – e...

Balanço Covid-19. Por um tipo com mau feitio

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N.º de pessoas presentemente doentes: 11758 % destas face à população nacional: 0,11% N.º de pessoas presentemente em internamento hospitalar: 536 % destas face ao nº de pessoas presentemente doentes: 4,55% N.º de pessoas presentemente em UCI: 78 % destas face ao nº de pessoas presentemente doentes: 0,66% Taxa de Letalidade: 4,30% N.º de óbitos em pessoas com menos de 50 anos de idade: 16 % destes face ao nº total de óbitos: 1,22% N.º de óbitos em pessoas com 70 ou mais anos de idade: 1146 % destes face ao nº total de óbitos: 87,08% N.º total de infectados desde o início da pandemia: 30623 % destes face à população nacional: 0,29% % de confirmados face ao nº total de suspeitos: 9,87% Evolução  do desemprego desde o início da pandemia: +24,30% Desemprego em Abril de 2020 face a Abril de 2019: +22,10% Fontes Dados da situação epidemiológica - esta Dados do desemprego - esta

Futurologias covidianas (2)

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Segunda-feira, 25 de Junho de 2020 Em declarações à margem de um encontro com empresários do sector das Máscaras e Sabonetes Líquidos, António Costa confirmou que, no contexto da gestão da actual crise pandémica pela Covid-19, os eclipses lunares dos próximos dias 5 de Junho e 5 de Julho serão adiados para o Verão de 2021. Ainda não há novas datas confirmadas.

Da opção sueca ao jornalismo português

Título do Público de hoje: “Na última semana a Suécia foi o país com mais mortes per capita da Europa”. A notícia elabora uma tese (creio honestamente que esta é uma forma rigorosa de descrever esta peça jornalística) que é sintetizada, na página seguinte, na rubrica das setas (onde apontam quem esteve bem, quem esteve mal e quem esteve assim-assim): “O modelo sueco de abordagem à covid-19 (...) não está a produzir grandes resultados (até a nível económico) (...)”. O rosto desta seta é Anders Tegnell, epidemologista-chefe e responsável-mor da gestão da doença naquele país escandinavo. A seta dada pelo Público é, está bom de ver, vermelha e a apontar para baixo. Em suma, a ideia assenta sobre duas traves-mestras: uma, a estatística de mortos per capita da semana de 12 a 19 de Maio, que a Suécia lidera; outra, a fraca comparação com a quebra no consumo entre a Suécia e a Dinamarca. Daqui se conclui que a estratégia sueca “não está a produzir grandes resultados” – “a...

Eu aqui

Nunca deixo de pensar sobre como me olharão estas pessoas que aqui passam na rua, sob a minha varanda. Aqui estou, neste pequeno alto, lendo, tomando placidamente um café ou um vinho do Porto, mirando a serra ou a nesga de mar que daqui se alcança, espreitando a rua (nisso pondo o ar mais alheado que consigo) com um gato mole e sadio ao lado, para mais de um tigrado laranja que tem o seu quê de exótico – aqui estou, jovem quanto baste, despreocupado, com tempo de sobra, de calções e t-shirt em dia de trabalho, a pele das pernas e dos braços já amorenada – aqui estou, sentado a uma mesa de jardim, numa imobilidade contrastante com aquela tensão nervosa própria de quem vai ou está a trabalhar, numa quietude vagabunda tão inversa àquela impetuosidade direccionada de quem sabe quando e para onde tem de ir – aqui estou, habitante deste prédio de aspecto sólido e confortável, gozando dos luxos de viver onde tantos apenas passam por motivos de trabalho, onde a vida não é – porque não pode ser...

FPL: looking forward to resumption (3/3)

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My team as is This is how my team currently stands: I decided not to use any of the free transfers that became available following the pre-scheduled fixtures and deadlines. I won't deny that it already crossed my mind once or twice that maybe I should've made a couple of moves. The likes of Traore, Williams and Jota just don't look right. But it's very hard to make whatever moves with the budget they free up and, perhaps most importantly, we just have no clue on what shape and form the teams and players will return to competition. I could also ponder on moving on one or two of my most expensive assets - Vardy and Auba would be the first in such a list -, but I found no valid reason to drop any of them. Salah, TAA or KdB are all plain simple Keep - for now, at least. Doherty offers Alonso-like points potential, but, unlike the Spaniard, is nailed-on. Auba and Vardy are both guaranteed starters, are both on penalty duties, are both talismans for their respective te...

Sexta-feira, 13. Maio de 2011

Passam hoje nove anos sobre aquele que foi, provavelmente, o dia mais maravilhoso da minha vida até este momento. Obrigado, Rita. Foi uma sexta-feira. Estava imenso calor. Faltámos ao trabalho juntos. Decidimos isto quando tínhamos já o hospital à vista. Regressámos ao metro a rir. Ignorámos as chamadas e mensagens da nossa chefe da altura. Almoçámos bitoque num sítiozinho abaixo da Igreja da Madalena e conversámos imenso. Subimos depois à Sé, onde nos sentámos ao lado do altar-mor e ficámos a saber que naquela casa não entra o Amor. Não parámos de subir. Teatro Romano, Portas do Sol. Corremos depois os labirintos de Alfama. Trocámos beijos e abraços. Sentámo-nos à sombra da igreja que tem uma só torre. Estivemos no Beco dos Cativos. Dalguma maneira, nunca mais de lá saímos. Despedimo-nos ao final do dia no metro, em Santa Apolónia. Foi só isto. Foi o dia mais maravilhoso da minha vida.